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Equipamento de tirolesa: cadeirinha, polia, mosquetão e capacete

Cadeirinha, capacete, polia e dois mosquetões sobre um banco de madeira na base de uma tirolesa, com a mata ao fundo.

Resposta curta: na tirolesa, você desce pendurado numa polia que corre num cabo de aço, preso por uma cadeirinha e por mosquetões, com capacete na cabeça. Quem faz tudo funcionar é o condutor: ele veste, confere, explica e libera.

A seguir, cada peça em linguagem simples, como o freio funciona, o que a norma pede e o que perguntar antes de descer.

Peça por peça

  • Cadeirinha: o cinto que abraça a cintura e as coxas. É nela que o seu peso fica. Tem que ficar justa, sem folga.
  • Capacete: obrigatório. Peça ao condutor para conferir o ajuste antes de descer.
  • Polia (roldana): as rodinhas que correm no cabo. Ligam você à linha.
  • Mosquetão: o anel de metal com trava que prende a polia à cadeirinha. Fechado e travado, sempre.
  • Talabarte: a fita ou corda curta entre a cadeirinha e os mosquetões.
  • Cabo de aço: a linha por onde você desce. O aço quase não estica.
  • Freio: o sistema que segura você no fim da linha.

Prenda o cabelo comprido para ele não enroscar na polia. E mantenha as mãos longe do cabo e da polia durante a descida.

Cabo de aço de tirolesa atravessando um vale de mata, visto de baixo, com a plataforma de partida no alto.
O cabo de aço e a plataforma passam por inspeção, que você pode pedir para ver.

O cabo e o freio

Algumas linhas têm dois cabos de aço, lado a lado, com tensão parecida. Mas o sistema também depende das conexões e das ancoragens. Pergunte se a tirolesa tem dois cabos e como tudo isso é inspecionado.

A velocidade depende do seu peso, da tensão do cabo e da inclinação. Por isso duas pessoas chegam em velocidades diferentes na mesma linha.

O freio pode ser de dois tipos:

  • ativo: depende de alguém agir, como o condutor que segura o cabo com luva na chegada;
  • passivo: funciona sozinho, com a curva do cabo, uma mola ou um bloco no fim da linha.

Em normas de fora, existe ainda o freio de emergência, que age sozinho se o principal falhar. Pergunte se a linha tem freio reserva.

Peso mínimo e máximo

Cada tirolesa tem os seus limites. Nas que anunciam os números, o peso mínimo para descer sozinho fica entre 35 e 50 kg, e o máximo entre 120 e 150 kg. Abaixo do mínimo, alguns lugares deixam a pessoa descer em dupla, com um adulto. Pergunte os números antes de ir, com o peso de cada pessoa do grupo.

Briefing e conexão dupla

Antes de subir, o condutor deve explicar o que vai acontecer: como sentar, onde pôr as mãos, como chegar e o que fazer se você parar no meio da linha. A norma de turismo de aventura chama isso de comunicação de segurança com o participante.

Na plataforma, você nunca deve ficar solto. Em muitos parques, os dois mosquetões “conversam” entre si: um só abre se o outro estiver fechado. O sistema é feito para impedir que os dois abram juntos, e a equipe confere as conexões antes da descida.

Lá em cima, voltar é uma opção. Se não quiser descer, avise o condutor.

Inspeção e vida útil

O equipamento deve ser conferido antes de cada uso. Além disso, passa por inspeções detalhadas, feitas por pessoa preparada. O prazo dessas inspeções e a vida útil de cada peça vêm das instruções do fabricante, que contam a data de fabricação e o histórico de uso. Uma peça de metal sai de uso depois de uma queda ou carga forte, ou se falhar na inspeção. Pergunte quais instruções a empresa segue.

O cabo e as ancoragens também se gastam. Parte desse desgaste fica fora da vista de quem visita. Por isso vale perguntar quando o cabo e as ancoragens foram inspecionados.

Normas e Cadastur

As normas ABNT de turismo de aventura cobrem a tirolesa em dois grupos:

  • técnicas verticais: ABNT NBR 15501 (produto) e ABNT NBR 15502 (procedimentos);
  • parques de arvorismo: ABNT NBR 15508-1 (instalações) e ABNT NBR 15508-2 (operação, incluindo tirolesas de cabo de aço).

Valem também a ABNT NBR ISO 21101 (sistema de gestão da segurança), a NBR ISO 21102 (competência dos condutores) e a NBR ISO 21103 (informações para o participante).

A certificação ABNT não é obrigatória por lei. Mas a empresa de turismo de aventura precisa de cadastro no Cadastur, do Ministério do Turismo, de condutores conforme as normas técnicas, de sistema de gestão da segurança e de termos que informem os riscos e o uso do equipamento.

Condutor e sinais de alerta

Um bom condutor veste você, confere cada fivela, explica antes e só libera quando você está sentado e pronto.

Avise a empresa antes, se você tem alguma condição de saúde.

Tirolesa ou arvorismo

TirolesaArvorismo
O que édescida numa linha aérea entre dois pontospercurso por plataformas e obstáculos no alto
Como você se movesentado, a polia corre sozinhaandando, de obstáculo em obstáculo
Conexãopolia e mosquetões presos ao cabodois mosquetões, trocados a cada ponto, ou linha contínua
Esforçopoucobraço, perna e equilíbrio
Normas ABNTNBR 15501, 15502 e 15508NBR 15508-1 e 15508-2

Muitos parques juntam os dois: o percurso de arvorismo termina numa tirolesa.

As marcas que você vai encontrar

Fabricantes de equipamento de altura, em ordem alfabética, sem ranking. As informações são as anunciadas por eles.

  • CLiC-iT: sistema de conexão dupla para parques de aventura.
  • Edelrid: anuncia mosquetões em par que se comunicam; se um abre, o outro trava.
  • Petzl: anuncia polias para parques de aventura, com mosquetão que gira quando a polia chega ao freio do fim da linha.

Antes de descer, pergunte

PerguntaResposta que tranquiliza
Qual o peso mínimo e o máximo?números claros, ditos antes de pagar
A linha tem dois cabos?sim, e eles são revisados
Quando o equipamento foi inspecionado?checagem antes de cada uso e inspeções registradas, como o fabricante indica
Que freio tem na chegada?freio principal e reserva
Alguém confere o equipamento antes de eu descer?sim, e às vezes duas pessoas
A empresa tem Cadastur?sim, com o número à vista
O que acontece se eu parar no meio?o condutor explica o resgate no briefing

Para aproveitar, chegue cedo, para não descer com pressa. Vá de roupa confortável e não leve nada solto no bolso. Na plataforma, sente na cadeirinha quando mandarem e deixe as mãos onde o condutor indicar. Na chegada, fique na posição que o condutor pediu e siga as instruções daquela linha.

Setor de aventura, conectatours